'Partidos não aprendem', diz desembargador

Diante de 350 representantes de partidos políticos, o desembargador Walter de Almeida Guilherme, presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, afirmou ontem que "todo dia" a corte examina e reprova prestações de contas com incorreções e em situação irregular.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2010 | 00h00

Nas arcadas do Largo São Francisco, antigo reduto de homens que chegaram à Presidência da República e de juristas prestigiados, o magistrado inaugurou seminário sobre arrecadação e gastos de campanha. Ele fez dura advertência à plateia que tomou o salão nobre: "Que todos ajam de acordo com o que diz a lei."

Guilherme falou por 15 minutos a contadores, tesoureiros, advogados e candidatos de todas as agremiações. "Em todas as sessões do TRE julgamos processos relativos à prestação de contas e até hoje os candidatos e os partidos políticos não aprenderam."

[ ]O presidente do maior TRE do País, a quem cabe fiscalizar colégio de 30 milhões de eleitores e 3 mil candidatos, ressalta que muitas vezes ele e seus pares verificam ausência de recibos na documentação apresentada. "Os partidos sustentam que não houve dolo, desídia ou desinteresse. O que existe claramente é desatenção com o que diz a lei, quanto é possível doar. Acontece muito, ultrapassam os limites e, do ponto de vista contábil, não exibem regularidade formal."

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