PAS: coordenador vê má utilização de verbas

Cerca de R$ 1,5 bilhão aplicados no extinto Plano de Atendimento à Saúde (PAS) foram mal utilizados ou desviados desde 1996, quando o modelo foi elaborado pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PPB). Durante as gestões Maluf e de Celso Pitta (PTN) a Prefeitura de São Paulo gastou cerca de R$ 4 bilhões para manter o PAS, uma das principais bandeiras eleitorais dos dois ex-prefeitos. A constatação é do coordenador-geral do modelo cooperativado da Secretaria Municipal da Saúde, Henrique Carlos Gonçalves, que prestou depoimento ontem na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do PAS, na Câmara Municipal. Ele é o responsável pela transição definitiva do modelo para o Sistema Único de Saúde (SUS).Segundo ele, a má-utilização da verba publicada era feita de várias maneiras, incluindo aluguel de prédios para instalações de hospitais que funcionavam de forma ociosa, superfaturamento de compras de materiais e até churrascos com grupos de pagode pagos com o dinheiro público. O ex-secretário de Comunicação Social da Prefeitura, Antenor Braido, afirmou que o ex-prefeito Celso Pitta (PTN) fez inúmeras modificações no PAS para evitar desperdício de verbas. Ele lembrou que, na gestão Pitta, os gastos com o sistema diminuíram de R$ 600 milhões para R$ 400 milhões por ano, e foram desenvolvidos mecanismos de controle das verbas destinadas aos módulos. O assessor de imprensa do ex-prefeito Paulo Maluf, Adilson Laranjeira, também negou irregularidades. "Quando o PAS foi implantado havia mecanismos de controle por parte da Secretaria Municipal da Saúde e da Fundação Getúlio Vargas", disse. "Havia denúncias de irregularidades, mas todas as providências foram tomadas para impedir gastos desnecessários", completou.

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