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Passageira dá à luz em estação do metrô de São Paulo

Para chegar mais rápido ao hospital, a gestante Eliana Vasconcelos da Silva Esvael preferiu ir de metrô de sua casa, na Zona Leste de São Paulo, ao Hospital do Servidor Público, na Zona Sul. O bebê, que recebeu o nome de Beatriz, não esperou para nascer num leito. A bolsa da mãe rompeu na Estação Sé, onde foi socorrida por agentes de segurança do metrô, que fizeram o parto dentro de um veículo, a caminho do PS Vergueiro.Quando começou a sentir as dores, a passageira desceu na estação da Sé, acompanhada do marido João Francisco dos Santos Esvael. ?Fomos de metrô, porque de carro ficaríamos parados na Radial Leste. Foi melhor, senão eu estaria sozinho e não saberia fazer o parto?, afirmou o pai. Na estação, Eliana foi socorrida pelos agentes de segurança Antônio Júnior e Eloy Marchetto Faria, que tiveram aulas de primeiros socorros, mas não imaginavam que algum dia utilizariam esse aprendizado.?Essas aulas são teóricas, nunca pensei que usaria na prática e presenciaria uma cena tão emocionante?, disse Faria, que foi o primeiro a segurar Beatriz. ?Nunca tinha segurado um recém-nascido ou tocado na barriga de uma grávida. É impressionante como são frágeis, fiquei muito nervoso?, disse o agente, que há três anos trabalha no metrô. Júnior disse que a emoção tomou conta dos dois e de Assis Júnior, agente que dirigiu a viatura até o hospital.Os dois agentes se dizem realizados, porque Beatriz e a mãe passam bem e devem receber alta ainda hoje. O pai da menina disse que ela nasceu com 50 centímetros e 3,675 kg. Ele e Eliane são pais de outras duas meninas, Mayara, 14, e Cendy, 4.?A Cendy também quase nasceu no metrô, a caminho do hospital?, recorda o pai, emocionado com o trabalho solidário dos agentes. ?Muitos nem ficam sabendo que eles foram heróis?, disse Esvael.Na noite de anteontem, ela e Beatriz receberam no hospital a visita dos agentes que quiseram ver de perto o bebê que ajudaram a nascer. ?Ela prometeu que voltaria a estação para tirarmos uma foto com o bebê, afinal, fomos os parteiros?, brincou Faria.

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