Passageira da TAM foi atingida por peça do motor

O corpo de Marlene Aparecida Sebastião dos Santos, de 48 anos, vítima do acidente com o vôo 9975 da TAM, na noite de sábado, deve seguir hoje agora à tarde do aeroporto da Pampulha, Zona Norte de Belo Horizonte, para São José dos Campos (SP). De lá, será levado para Jacareí para o enterro.Segundo a direção do Aeroporto Internacional de Confins, a 40 quilômetros da capital mineira e no qual o avião da TAM fez o pouso forçado, Marlene viajava com o marido, Angelo dos Santos, e mais 80 passageiros - entre eles seis crianças - de Recife para Campinas, em vôo fretado por uma agência de turismo.Por volta das 20h30, um objeto do motor direito da areonave se soltou, ainda sem causa definida, e atingiu a fuselagem e três janelas, entre elas a da poltrona 19E, na qual estava Marlene. O avião, que deixara Recife às 18h30 de sábado, cruzava o espaço aéreo entre Montes Claros, Norte de Minas, e Belo Horizonte.Com o acidente, houve a despressurização do interior do avião e a passageira, que sofreu traumatismo craniano com o impacto do objeto, conforme laudo do Instituto de Medicina Legal de Belo Horizonte, ficou com metade do corpo para fora da areronave, durante cerca de dez minutos."Passageiros contaram que o marido dela, que estava ao lado, ficou segurando a mulher pelas pernas para evitar que ela fosse expelida entre o momento do acidente, às 20h30, e o pouso, às 20h41", disse um funcionário do aeroporto.Angelo dos Santos só constatou que a mulher havia morrido quando o avião pousou em Confins, em operação de emergência solicitada pelo piloto à torre do aeroporto. Outros três passageiros, cujos nomes ainda não foram informados, ficaram feridos levemente. Receberam atendimento em um hospital de Belo Horizonte e, juntamente com os outros, passaram a noite em dois hotéis da capital.Parte do grupo embarcou para São Paulo em outro avião da TAM, às 7h, e o restante, em razão do trauma, preferiu seguir de ônibus ou de carro para Campinas. A Assessoria da TAM em Confins informou que médicos e psicólogos da empresa prestaram assistência aos passageiros.No final da manhã deste domingo, técnicos do Departamento de Avião Civil iniciaram a perícia no avião, mas se recusaram a prestar informações sobre o que poderia ter acontecido com o motor, fabricado pela empresa inglesa Rolls-Royce. Um agente da Polícia Federal, identificado apenas como Bruno, também disse que o piloto e o co-piloto seriam ouvidos ainda à tarde. A direção da TAM deve conceder entrevista coletiva nesta tarde, em São Paulo, para dar mais detalhes sobre o acidente.

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