EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO
EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO

Passageiro tem medo de fornecer dados pessoais às companhias

Apenas 16% dos passageiros que usam smartphones disponibilizam dados de rastreamento para companhias aéreas

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

14 Março 2015 | 21h48

Apesar de liderar os números da pesquisa referentes ao uso de smartphones, os passageiros do Brasil são os que menos aceitam fornecer dados de rastreamento às companhias aéreas e aos administradores de aeroportos: só 16%. Nos Estados Unidos, esse índice é de 33%.

O empresário Sandro Sampaio, de 40 anos, não se importa em comprar passagens pelo smartphone e usar os apps das empresas aéreas. “Mas eu não aceitaria fornecer meus dados para ninguém. Tenho receio.”

Para o vice-presidente da Sita, Mauro Pontes, a mudança desse hábito depende dos benefícios obtidos. “Apesar de ter smartphone e querer baixar cada vez mais aplicativos, o brasileiro não quer se sentir invadido. A resistência diminui à medida que ele percebe os benefícios de conceder a informação.”

A Sita está desenvolvendo para aeroportos do País transmissores de rádio que se comunicam com o smartphone via bluetooth, sem necessidade de permitir acesso a dados pessoais. Assim, o administrador do aeroporto e companhias podem mandar notificações sobre o voo, por exemplo. “O aeroporto oferece a possibilidade de rastreamento, e lojas, restaurantes e companhias podem criar o serviço que quiserem”, diz Pontes. A novidade não tem data para entrar em vigor.

Desafio. Apesar da liderança na pesquisa, ainda há quem resista em usar as novas tecnologias. “Não faço check-in pelo smartphone porque na hora pode acabar a bateria e eu posso não conseguir localizar o cartão de embarque, não sou muito expert nisso”, diz a arquiteta Kathleen Lachowski, de 61 anos.

Segundo a pesquisa, os passageiros mais interessados em serviços “self-service” - como totens de autoatendimento -, tecnologias e aplicativos são os que voam sempre, têm menos de 55 anos, viajam a negócios e usam a classe executiva. 

Mais conteúdo sobre:
tecnologiasmartphoneaviação

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.