Passageiros de transporte público sofrem com atrasos

Trens e metrô operaram com velocidade reduzida e trecho de linha da CPTM foi interrompido à tarde

CRISTIANE BOMFIM, MARCELA SPINOSA e MÔNICA CARDOSO, O Estadao de S.Paulo

09 de setembro de 2009 | 00h00

Passageiros do metrô e dos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) precisaram de muita paciência, ontem. As empresas reduziram a velocidade dos trens durante quase todo o dia. Além da lentidão, vagões lotaram no horário de pico. Passageiros de ônibus também sofreram com a espera. Em alguns pontos, os coletivos demoraram mais de meia hora.

Menos sorte tiveram os passageiros da linha 7-Rubi da CPTM, por onde circulam 367 mil usuários por dia. Às 16h20, a circulação entre as estações Perus e Francisco Morato, na zona oeste, foi interrompida por causa de alagamentos. O trajeto passou a ser feito em ônibus gratuitos entre as estações Caieiras e Francisco Morato. A medida, segundo a CPTM, faz parte do Plano de Apoio de Empresas em Situação de Emergência (Paese). Foram disponibilizados 40 ônibus. A circulação foi restabelecida às 19h45.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) registrou atraso de pelo menos 50 minutos na linha 376, que liga Diadema ao bairro do Brooklin, na zona sul de São Paulo. O motivo, segundo a empresa, foi ponto de alagamento na esquina das Avenidas Santo Amaro e Roque Petroni Júnior.

Nas linhas que ligam São Mateus, na zona leste, com cidades do ABC também houve atrasos. O pior trecho, segundo a EMTU, foi sob o Viaduto Adib Chamas, em Santo André, por causa do excesso de água.

Por conta dos atrasos, os pontos de ônibus ficaram lotados. Os usuários que não tinham guarda-chuva se protegeram da água como puderam, valia usar até saco plástico na cabeça.

Os coletivos que enfrentaram o trânsito e os pontos de alagamento seguiam cheios, com passageiros dormindo ou entediados em meio ao congestionamento.

Em alguns pontos de parada, a espera por um coletivo chegou a meia hora. "Amanhã (hoje) vou querer 200 ônibus neste ponto para compensar a espera", disse o auxiliar administrativo José Mendes, de 70 anos, que aguardava coletivo em um ponto na Avenida Brigadeiro Gavião Peixoto, na Lapa, na zona oeste.

Ao lado dele estava a auxiliar de serviços gerais Márcia Marques, de 35 anos. Ela afirmou ter demorado 40 minutos para fazer um trajeto de ônibus do Sumaré à Lapa que, em geral, dura 20 minutos. "Foi difícil. Cheguei meia hora atrasada no médico e agora tenho de esperar ainda mais porque os ônibus não passam nunca."

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