Passageiros e funcionários de aeroportos prestam homenagens às vítimas da Gol

Passageiros, funcionários da Gol e de outras companhias aéreas fizeram na tarde desta quinta-feira, 5, um minuto de silêncio nos aeroportos de todo o País em homenagem às vítimas do vôo 1907. No Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, empregados da Gol deram-se as mãos em frente ao balcão da companhia. Passageiros que preparavam-se para embarcar permaneceram parados nos corredores, com suas bagagens. A homenagem levou às lágrimas a médica Patrícia Bittencourt, de 27 anos. "É muito triste pensar em todas as vidas perdidas", disse ela, que está grávida de quatro meses e havia acabado de perder um vôo para Belo Horizonte. "Já nem sei se foi melhor, se toda essa confusão não é um aviso de Deus para eu não embarcar. Minha mãe já disse que é para eu não viajar nem hoje nem amanhã", disse Patrícia, que faz pós-graduação em Belo Horizonte e viaja uma vez por mês para a capital mineira.O auxiliar de aeroporto Régis Faria também estava emocionado. "Trabalho na Gol há sete meses e conhecia a tripulação do 1907. Não tenho palavras para descrever a tristeza de toda a equipe", disse. Parentes e amigos de cinco vítimas do vôo participaram de missas em homenagem aos seus familiares, no Rio. As cerimônias foram celebradas em Ipanema e Copacabana, na zona sul, em Niterói, no Grande Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e em Macaé, na Região dos Lagos.Em São Paulo, um minuto, todos juntos de mãos dadas, e a lembrança do pior acidente aéreo do País se estampou nos olhos, nas rugas, nos gestos dos cerca de 200 funcionários da Gol no aeroporto de Congonhas. No saguão do local, abraços, beijos e solidariedade marcaram o sétimo dia da morte dos 155 passageiros e tripulantes do vôo 1907, completados nesta quinta-feira, às 17 horas."É o momento que cada um pára pra pensar na vida, pensar no sol de amanhã", disse Malu Alves Maia, de 33 anos. A agente de aeroporto foi uma das que se emocionaram com a paralisação de um minuto, ação promovida pelos 7,5 mil funcionários da aérea, presentes em 53 aeroportos no Brasil e no mundo. "Hoje é dia de oração, de reflexão, de celebração às vítimas", afirmou Tarcísio Geraldo Gargioni, vice-presidente de Marketing e Serviços da Gol.Em Congonhas, todas as operadoras e os clientes que circulavam pelo corredor dos balcões de check-in participaram do ato. Os tripulantes da Gol que estavam em trânsito no saguão se reuniram com os funcionários dos 24 guichês e, atrás do balcão, silenciaram. "Isso aqui (aeroporto) não pára nunca, e parou", contou Malu.Colaborou Paulo Baraldi

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