Passageiros retirados de avião pela PF embarcam para o CE

Em nota, a TAM diz que vôo teria atrasado por conta de manutenção no avião

Agencia Estado

03 Julho 2007 | 15h42

Os trinta e três passageiros do vôo JJ3324 da TAM, que precisaram ser retirados de dentro da aeronave pela Polícia Federal após receberem a notícia de que seu vôo tinha sido cancelado, na madrugada desta terça-feira, já embarcaram com destino a Fortaleza (CE). Segundo uma nota de esclarecimento enviada pela TAM, no início da tarde desta terça-feira, os passageiros foram reacomodados nos vôos JJ 3300, que teria decolado às 12h27 desta terça-feira, e no vôo de reforço JJ 9354 (Guarulhos - Recife - Fortaleza - Natal), às 12h30. Depois de passar seis horas dentro do avião, os passageiros do vôo JJ3324, que deveria ter saído às 20h45 do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, com destino a Fortaleza (CE), foram impedidos de fazer sua viagem e precisaram ser retirados da aeronave pela Polícia Federal, na madrugada desta terça-feira, 3. Eles teriam se recusado a sair da aeronave para aguardar a reabertura do aeroporto - que foi fechado no final da noite de segunda-feira, 2, por conta da neblina que atingia a região do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. "A gente entende o que está acontecendo, mas ninguém deu nenhuma informação. Falam apenas que o vôo está anulado, sem previsão, mas não dizem nem que é problema meteorológico", contou Diane Moreira, de 35 anos, que viajaria pela TAM. "O pior são as crianças, que reclamam, pedem para ir para casa e falam que estão com medo." O mesmo foi sentido por uma família argentina que veio ao Brasil para passar férias até 23 de julho. Os problemas para Diego, Lorena e Ivana Fernandez, de 39, 34 e 11 anos, começaram em Buenos Aires, onde era difícil conseguir informações com funcionários da Gol. O vôo com destino a São Paulo, marcado para as 11 horas de segunda-feira, só saiu da capital portenha às 18h30. "Chegamos aqui às 9 da noite e levamos três horas para remarcar as passagens para Salvador. Ficamos duas horas na fila do táxi, para estar de volta ao aeroporto às 9 horas", contou Diego Fernandez. Eles perderam um dia de descanso na capital baiana, onde haviam, inclusive, alugado um carro. "É uma falta de respeito total e os funcionários dizem que não há como registrarmos reclamações. Não descansamos, comemos por nossa conta e estamos há quase 24 horas acordados. É a quarta e a última vez que estamos no Brasil", declarou Lorena. Durante a madrugada, vários pousos foram transferidos para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a 95 quilômetros da Capital. A Infraero, no entanto, não divulgou nenhuma informação oficial. O outro lado A assessoria de imprensa da TAM divulgou, no início da tarde desta terça-feira, 3, uma nota de esclarecimento sobre o incidente que aconteceu dentro da aeronave do vôo JJ3324, que decolaria do Aeroporto Internacional de Guarulhos, às 20h45 de segunda-feira, 2, com destino a Fortaleza. Segundo a TAM, a decolagem atrasou, pois foi necessária a verificação adicional de uma das travas de segurança da cabine da tripulação técnica (comandantes e co-pilotos) da aeronave que efetuava o vôo. A medida teria sido tomada porque os procedimentos de segurança, principalmente os relacionados à proteção antiterrorismo, foram elevados ao seu nível máximo após os últimos acontecimentos ocorridos em Londres. Essa trava de segurança da cabine de comando é requisito obrigatório nos aviões que operam rotas internacionais bem como a blindagem da porta dos tripulantes, de acordo com determinações das autoridades da aviação civil internacional (Organização de Aviação Civil Internacional). Em função do fechamento do aeroporto de Guarulhos, a partir das 22 horas, o JJ 3324 não pôde mais decolar na noite de terça. (Colaborou Andressa Zanandrea, do JT)

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