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Passagem não é cara, salário é que é baixo, diz Marta

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (SP), disse que a Força Sindical, o Sindicato dos Metalúrgicos e o PSDB deveriam ter processado o governo federal, e não o município, pelo aumento nas passagens de ônibus da capital, que começou a vigorar em 24 de maio. Marta voltou a classificar a ação dos sindicalistas, que quarta-feira obtiveram liminar favorável da 12a Vara da Fazenda Pública de São Paulo - a Prefeitura ganha 48 horas, a partir da notificação, para reduzir a tarifa de R$ 1,40 para R$ 1,15 - como uma "irresponsabilidade" da oposição ao seu governo, "claramente visando às eleições de 2002". Ela também definiu como "inacreditável" o argumento utilizado pelos autores do documento, de que a correção das passagens teria sido uma desrespeito às prerrogativas do salário mínimo, definidas pela Constituição Federal. "O argumento colocado é de que, segundo a Constituição, as pessoas têm que ter um salário mínimo que comporte uma vida decente", disse. "Eu acho que a Força Sindical e o PSDB deveriam processar o salário mínimo e o presidente Fernando Henrique Cardoso", ressaltou. "Porque não é a passagem de ônibus que está cara, é o salário mínimo no Brasil que é pífio, ridículo e fruto dessa administração desastrosa", acrescentou. Marta informou, no início da tarde, na capital mineira, onde participou da 39a Reunião da Frente Nacional de Prefeitos, que nem ela e nem seus secretários haviam sido notificados pela Justiça sobre a liminar. Mas garantiu que, assim que isso acontecesse, recorreria contra a decisão. Para a prefeita, se a tarifa retornar ao valor antigo, será criado o caos em São Paulo. Caso os sindicalistas tenham vitória no mérito da ação, o que ela acredita que não irá acontecer, as negociações com os empresários do transporte coletivo na capital, que vinham caminhando bem, voltarão à estaca zero.

Agencia Estado,

21 de junho de 2001 | 17h05

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