Passe-livre pode acabar

Além da pressão para flexibilizar a demissão da diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), integrantes da CPI do Apagão Aéreo na Câmara vão tentar mudar também o benefício que permite aos funcionários em missões de investigação, vistoria e inspeção viajar de graça nos vôos comerciais de companhias aéreas. Este ano, já foram usados 5.500 passes funcionais, segundo dados entregues pela Anac à CPI. Os números foram citados pelo presidente da Anac, Milton Zuanazzi, em depoimento aos deputados, na quarta-feira. Em 2004, foram usados 13.368 passes funcionais pela Anac. Em 2005, foram 13.584 e ano passado, 14.701. Segundo Zuanazzi, os números estão sendo reduzidos. "O passe livre é pernicioso para o País. Se eles estão em missão de fiscalização, como podem se apresentar como funcionários da Anac e viajar de graça? Nunca vi agente secreto com carteirinha", ironizou o vice-presidente da CPI, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "É como se funcionários da Anatel não pagassem conta de telefone e os da Aneel não pagassem a de luz", disse o deputado, que apresentará, na semana que vem, uma proposta para extinguir os passes.

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