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Passeata de protesto contra morte de aposentado pela polícia

Parentes e amigos do aposentado Jorge José Martins, de 55 anos, morto nesta quinta-feira por policiais da Delegacia Anti-Seqüestros de Campinas, fizeram uma passeata pela Rodovia Santos Dumont em protesto contra o ocorrido.Eles percorreram cerca de um quilômetro, entre os bairros Bacuri e São José, após o enterro de Martins, às 10h30 desta sexta-feira. O trânsito no local ficou lento, mas não chegou a ser interrompido. Os filhos do aposentado apresentaram, nesta sexta, versões diferentes sobre a ocorrência. De acordo com a polícia, Martins foi baleado ao reagir à chegada dos investigadores, que estavam em busca de um cativeiro, com mandado judicial. Ele teria recebido os policiais a tiros e foi morto com quatro disparos de uma pistola 45, que pertence a um dos investigadores. A filha Ivanilda confirmou, nesta quinta-feira, que o pai havia atirado contra os investigadores, achando que fossem ladrões, para defender a família. Mas outro filho do aposentado, Ederson Martins, afirmou que o pai não chegou a atirar. De acordo com ele, os policiais apresentaram uma arma, revólver calibre 38, que não pertencia a Martins. Ederson garantiu que o pai tinha um revólver calibre 22. A Delegacia Anti-Seqüestros de Campinas informou, nesta sexta, que o Instituto de Criminalística esteve no local logo após o ocorrido e está fazendo a perícia das armas. A Delegacia reafirmou que o aposentado foi baleado porque reagiu à polícia. Segundo a Deas, os filhos estão divergindo nos depoimentos. A Deas informou ainda que o Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 2) abriu sindicância administrativa para apurar se houve abuso dos policiais.

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