Passo a passo: movimentação suspeita das contas do conselheiro do TCE

Ação de improbidade dá valor à causa de R$ 750 milhões e pede a condenação de Eduardo Bittencourt à perda da função e suspensão dos direitos políticos por até 10 anos

14 Outubro 2011 | 03h04

A investigação passo a passo:

1. O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), Eduardo Bittencourt, adquiri cotas da offshore Justinian Investment Holdings, no Caribe, em 1995

2. Ele movimenta valores em duas agências da Lloyds TSB Bankno exterior: em Nova York e Miami

3. Para evitar a identificação de seu nome, abre duas contas sob titularidade de Mezzanote e outras duas em nome da pessoa jurídica Justinian Investiment

4. Para que seu nome não fosse relacionado a negócios celebrados no Brasil pela offshore, ele nomeia como procurador o ex-ministro do STF Eros Roberto Grau. O ex-ministro, com amplos poderes para abrir e fechar contas e movimentar valores, passa a representar a Justinian perante autoridades brasileiras

5. Para movimentar as contas da offshore, Bittencourt abre outra empresa nas Ilhas Virgens Britânicas chamada Trident Trust Company. Por essas contas, circularam US$ 9,73 milhões entre abril de 1997 e fevereiro de 2005. Nenhum desses bens foi declarado pelo conselheiro

6. O dinheiro nas contas da Justinian mantidas no Lloyds TSB Bank de Miami migra para contas de terceiros, por meio de transferências para contas de outras duas offshores também sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas. As duas offshores são controladas por cidadãos brasileiros que mantém relações pessoais com Bittencourt

7. Para repatriar o dinheiro ilícito enviado ao exterior, Bittencourt integra os valores ao patrimônio da Agropecuária e Participações Pedra do Sol. Ele é o administrador do negócio, mas usou como laranja o pai, que mal sabia assinar o próprio nome

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