Pastor que matou garoto culpa outros dois religiosos por morte

Além disso, ex-membro da Igreja Universal do Reino de Deus, condenado a 18 anos de prisão, diz ser inocente

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2008 | 17h06

Condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato do adolescente L. V. T., de 14 anos, em 2001, em Salvador, o ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) Silvio Roberto Galiza voltou a surpreender os responsáveis pelas investigações sobre o crime, em depoimento prestado nesta sexta-feira, 30, para o juiz Vilebaldo Freitas, titular da 2ª Vara do Júri.   Galiza, que cumpre pena desde novembro de 2005, na capital baiana, voltou a se declarar inocente pelo homicídio e a acusar dois outros ex-membros da Iurd, o ex-bispo Fernando Aparecido da Silva, preso no dia 23, em Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, e o ex-pastor Joel Miranda, ainda foragido. Desta vez, porém, deu um motivo para o crime - a polícia ainda não havia identificado nenhum - e incluiu um novo acusado no homicídio.   De acordo com Galiza, o assassinato foi motivado porque Lucas flagrou uma relação sexual entre Silva e Miranda. Além disso, um segurança que costumava acompanhar o ex-bispo, conhecido como Luiz Cláudio, também estaria envolvido no crime.   O assassinato ocorreu em 21 de março de 2001. O adolescente teria sido abusado sexualmente e queimado vivo. Seu corpo foi descoberto dois dias depois.

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