Patrus diz não ter intenção de ser vice de Hélio Costa

Em meio às pressões para que aceite ser vice em uma chapa encabeçada pelo senador Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas, o ex-ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT), garantiu ontem, por meio do Twitter, não ter intenção de disputar um cargo eletivo em 2010.

Eduardo Kattah, BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2010 | 00h00

"Minha primeira opção é não disputar nenhum mandato este ano. Pretendo continuar militando intensamente nas bases do PT e movimentos sociais", escreveu o petista no fim da manhã.

Considerado peça estratégica para que Costa consiga arregimentar a militância para sua futura campanha e evitar o "corpo mole" dos petistas, Patrus tem condicionado sua decisão à discussão do programa de governo do candidato peemedebista.

Ciente disso, Costa também utilizou seu microblog para um aceno ao ex-ministro e ao diretório estadual do PT. "Nota 10 na Constituinte em defesa dos trabalhadores e das minorias. Tenho agora um compromisso com o projeto social de MG. O PT sabe disso."

Em reunião na segunda-feira, a Executiva Estadual do PT aprovou uma resolução na qual afirma que vai acolher o acordo nacional que decidiu pela candidatura de Costa e "empreender todos os esforços" para unificar a base aliada e "a base petista em torno de um projeto democrático e popular para o Estado".

O texto defende um "novo governo, renovado com a participação de forças sociais e políticas progressistas e de esquerda, com ampla participação dos movimentos sociais, que avance nas políticas de inclusão social e na implantação de um projeto de desenvolvimento econômico com justiça social" - compromissos identificados principalmente com o grupo de Patrus.

A resolução destaca também que, superada a etapa de escolha do candidato, "é hora de avançar no programa de governo e na conformação da aliança, completando a chapa majoritária" para a derrotar os tucanos em Minas.

Após a imposição do acordo em favor de Costa, parte do PT mineiro é contra o engajamento na campanha do peemedebista e admite o voto casado na presidenciável Dilma Rousseff (PT) e no governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição, apoiado pelo ex-governador Aécio Neves.

Patrus considera prioridade a eleição presidencial e já manifestou irritação com pressões que classifica como "indevidas".

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