Paulinho diz que Serra ''não pode ser eleito''

Em evento no qual vário sindicalistas declararam apoio à petista Dilma Rousseff, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), tentou ontem esfriar a polêmica dos patrocínios oficiais às festas do 1º de Maio e usou o discurso para dizer que o pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, "não pode ser eleito".

, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2010 | 00h00

"Convidamos Serra para o evento, mas ele não veio por dois motivos: para que a imprensa fique falando que estamos fazendo política e porque ele não gosta de trabalhador", alfinetou.

"O Serra não pode ser eleito porque ele vai retirar o direito dos trabalhadores. Ele precisa assumir o compromisso do que irá fazer com o 13º salário e com o FGTS", prosseguiu, no discurso. Em diversos momentos, o dirigente sindical tentou puxar um "olê, olê, olê, olá/ Dilmá/Dilmá", mas não obteve sucesso.

Mais tarde, em entrevista, quando indagado sobre os pedidos de voto para Dilma feitos por diversos sindicalistas, Paulinho afirmou: "Nós, sindicalistas, vamos defender a Dilma. Se o Serra achar ruim isso, é problema dele."

O sindicalista afirmou que o ex-governador paulista entrou recentemente com dois processos contra a Força Sindical.

Patrocínios. Paulinho negou que os patrocínios públicos para as comemorações do 1º de Maio da Força estejam relacionados às eleições presidenciais.

"A Força e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) sempre fizeram eventos com patrocínios de empresas públicas e privadas. Esse é o 13º ano em que realizamos o evento, sempre com esse modelo e esses patrocinadores", disse o dirigente, após discursar no evento.

Indagado sobre os custos, o deputado informou que os festejos de ontem custaram R$ 2,5 milhões - deste valor, aproximadamente R$ 500 mil pagos pelos 90 sindicatos que ajudam a organizar o evento. "Já as empresas públicas patrocinaram entre R$ 700 mil e R$ 800 mil", afirmou.

Sem citar valores, Paulinho comentou que o evento também houve patrocínio de diversas empresas privadas. "Acho normal o patrocínio. Aqui temos 1 milhão de pessoas. Essa é uma audiência que interessa às empresas", disse o parlamentar, ressaltando que todos os patrocínios foram definidos em contrato. "Achamos que é pouco. Acreditamos que as empresas deveriam patrocinar mais."

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