Paulista terá canteiro, e não floreira

Depois dos vasos, agora saem os suportes; secretário estuda criar jardim de azaléias no canteiro central

Valéria França, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2012 | 00h00

Qualquer mudança na paisagem da Avenida Paulista sempre acaba em polêmica em São Paulo. E agora, as floreiras vão suspensas vão desaparecer? A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras pretende transformar o canteiro central num jardim de azaléias, um tipo de planta que já existe nas jardineiras das calçadas. Para que isso aconteça, achou necessário tirar de cena as floreiras suspensas, criadas em 2004. A Associação Paulista Viva reclamou e defendeu a permanência das flores, que colocou na região em comemoração aos 450 anos de São Paulo. Vale lembrar os anos de discussão até finalmente começarem a substituir as pedras portuguesas das calçadas por placas de concreto, que facilitam a manutenção de cabos de iluminação e telefônicos, que passam pelo subsolo. Na gestão anterior, a Prefeitura gostou da idéia de manter os vasos. Na semana passada, a Subprefeitura da Sé começou a recolher os recipientes, que estavam com as flores murchas e secas. Ignorando as opiniões divergentes, a secretaria prosseguiu e começou a desmontar os suportes no sábado de madrugada. Ontem, por volta da 1 hora, mais um caminhão deixou a Paulista com a caçamba lotada. Hoje, restam apenas 12 dos 39 suportes de floreiras. Outro motivo alegado para a retirada das floreiras é a necessidade de revisão dos postes de iluminação. "Não teria sentido colocar flores novas para daqui a um tempo tirá-las por causa das obras na avenida", explica o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo. "A revisão dos postes ou a substituição deles estão no cronograma. Todas as possibilidades serão analisadas. Além disso, as flores tinham manutenção muito complicada." Caminhões de água precisavam passar à noite regando as plantas e a troca de vasos só acontecia com a ajuda de escadas Magirus do Corpo de Bombeiros. Mas isso quer dizer que as floreiras não podem voltar? "Não sei. Vamos ver como fica o projeto no final das obras de reforma da avenida", diz Matarazzo, que promete entregar a Paulista reformulada em abril.

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