Paulista vai ganhar 16 semáforos até abril

Aproveitando a reforma das calçadas da Avenida Paulista, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) vai instalar 16 semáforos na via. A novidade é que eles serão colocados não nos cruzamentos, mas no meio dos quarteirões. As mudanças deverão ocorrer até abril do ano que vem.Deslocando cerca de 30 metros a faixa de travessia para pedestres, a CET quer aumentar a segurança. A mudança também vai permitir ao pedestre atravessar de uma vez as duas vias da Paulista. Hoje, isso pode ser feito em dois pontos. Um em frente do Conjunto Nacional; outro, em frente da TV Gazeta. Nos demais, o tempo do semáforo é insuficiente para a travessia completa.Para o vice-presidente da Associação Brasileira e Pedestres, Horácio Augusto Figueira, que também é consultor de trânsito, a mudança é benéfica. "A situação para quem tenta atravessar a Paulista é triste. O ciclo é muito longo para os veículos e curto para os pedestres."De acordo com a CET, a instalação de 16 novos semáforos não vai prejudicar o trânsito na avenida. Eles serão sincronizados com os faróis localizados nos cruzamentos próximos.Neste ano, a CET revisou o tempo de cerca de 400 semáforos da capital - dando mais tempo ao pedestre. Dependendo do local, a localização do semáforo também pode mudar, como a CET está fazendo na Avenida Paulista. "É um trabalho contínuo, até porque a demanda de veículos e pedestres varia com o tempo."O diretor de Operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Adauto Martinez, disse que muitas variáveis são levadas em conta para definir o tempo num semáforo e negou que os motoristas sejam beneficiados. "Nossa prioridade não é o tráfego, mas a segurança do trânsito."O número de veículos, o horário, a largura da via, a possibilidade ou não de conversões à direita são fatores que influenciam no tempo do ciclo semafórico. Por isso, segundo Martinez, cada um dos 5.500 cruzamentos com semáforos da cidade tem situação específica.Em relação aos semáforos para pedestres (aqueles com botão), o diretor de Operações explicou que nem sempre o sinal pode fechar para o motorista assim que alguém o pressiona. Segundo Martinez, é preciso que o ciclo se complete até que a travessia seja possível. "Se o ciclo for interrompido, vai prejudicar a sincronia com a rede (de semáforos)."

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