Paulistano enfrenta fila para visitar o novo planetário

Depois de quase 7 anos, o planetário do Parque do Ibirapuera voltou a funcionar. A primeira sessão pública, neste sábado, foi recheada de suspiros nostálgicos. ?Há 40 anos, eu trazia meus alunos aqui. Lembro que eles saíam encantados. Este é um lugar muito querido?, contava a aposentada Yolanda Conceição, 72 .A exibição estava marcada para às 15 horas, mas uma fila já se insinuava desde o meio-dia. Estima-se que quase 600 pessoas tenham tentado visitar o planetário - a fila dava uma volta no planetário e seguia até o lago. Como a capacidade do auditório é de apenas 280 lugares, muita gente saiu decepcionada. Famílias inteiras, como a da economista Márcia Coz, tiveram de voltar para casa. ?Fico com dó de ver a carinha das crianças?, comentava um funcionário do Parque. Na porta, um princípio de confusão. O secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, tentava explicar aos mais afoitos o motivo de tão poucos lugares. ?Isso não me surpreende, o paulistano estava com saudades do planetário?, justificava ele. Além da espera, os visitantes passaram por um momento de suspense. No início da sessão, um problema na sincronia entre áudio e vídeo fez com que as luzes se acendessem. A falha não tirou o entusiasmo das crianças, que muito ansiosas faziam perguntas surpreendentes aos pais: ?Vai ter disco voador??; ?Tem mostro??; Super-herói ?? Ao contrário da maioria, a pequena Jennifer, cinco anos, nem piscava.Até novembro, o planetário irá funcionar em caráter experimental, sempre aos finais de semana, com uma única sessão por dia. Por enquanto, a entrada será gratuita. Quando essa fase terminar, o planetário irá funcionar todos os dias e os ingressos serão cobrados, mas o preço ainda não foi estipulado.

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