Paulistano mudou após onda de violência, diz pesquisa

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 4, pela empresa Flash H2R revelou que 40% da população paulistana mudou algo em seu comportamento após a recente onda de violência que atingiu o Estado. O levantamento foi realizado a pedido da Agência Estado entre os dias 14 e 17 de junho, e entrevistou 260 pessoas das classes A, B, C e D.A mudança comportamental foi mais intensa nas classes C (47%) e B (40%). Os paulistanos da classe A foram os que menos alteraram sua rotina, com 28%. Os mais jovens passaram a ter mais cuidado: 33% afirmaram ter diminuído seu ritmo de saídas à noite e 18% disseram ter a preocupação de voltar para casa mais cedo, o que, na avaliação da empresa, provavelmente gerou um impacto nas atividades comerciais noturnas.Entre os mais velhos, aumentou a preocupação com a segurança da casa de 28% dos entrevistados. A mudança de comportamento mais citada foi a de andar mais atento na rua, olhando para todos os lados, o que mostra uma apreensão generalizada, na avaliação da Flash H2R. No entanto, 60% dos entrevistados afirmaram não ter mudado nada em sua rotina.A vontade de mudar de cidade foi apontada por 39% dos pesquisados e 22% afirmaram que esta vontade aumentou após a onda de violência deflagrada em São Paulo. Dentro dos que afirmaram ter vontade de sair da cidade, 64% apontaram a violência como principal motivo e 20% citaram a falta de segurança. Os outros motivos indicados pelos entrevistados foram a procura de tranqüilidade (35%) e a busca de qualidade de vida (19%). A vontade de mudar de cidade é mais freqüente entre os que não nasceram em São Paulo (45%) e entre os que já foram alvo de assaltos ou de outras formas de violência (42%).Os paulistanos apontaram o aumento do efetivo policial nas ruas e a criação de empregos como as duas ações mais importantes que o governo deveria colocar em prática, sendo citadas por 47% e 38% dos entrevistados, respectivamente. O fim da corrupção foi apontado como uma saída por 26% e o investimento na educação por 25%. A elaboração de leis mais rígidas foi citada por 24% dos entrevistados, e impedir o uso de celular na cadeia por 18%.

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