Paulistano testa Expresso Tiradentes no seu 1º dia útil

O Expresso Tiradentes, o ex-"Fura-Fila", terá sua eficiência testada nesta segunda-feira, 12, primeiro dia útil de funcionamento, quando o número de passageiros será maior. Em operação desde sábado, 10, a expectativa é de que 50 mil pessoas devam usar o transporte diariamente.Desde que as obras começaram, há dez anos, foram investidos R$ 1,2 bilhão, segundo estimativas da São Paulo Transportes (SPTrans). Porém, das nove estações previstas no projeto dos 8,5 quilômetros do Expresso Tiradentes entre os terminais Mercado, no centro, e Sacomã, na zona sul, apenas quatro foram entregues na inauguração da obra, na última quinta-feira, 8.As outras cinco mal saíram do papel. Estão em funcionamento as estações: Metrô Pedro II, Ana Néri, Clube Atlético Ypiranga e Rua do Grito. Ficaram faltando as estações Luís Gama, Alberto Lion, Cipriano Barata, Ipiranga CPTM e General Lecor.A conclusão do primeiro trecho demorou dez anos e consumiu R$ 800 milhões. A extensão do Expresso até a Cidade Tiradentes, na zona leste, consumirá mais R$ 500 milhões, totalizando os 32 quilômetros, com finalização prevista para 2008.ExpectativaO contabilista Paulo Esteves, 41 anos, saiu de sua casa no domingo de manhã para testar o Expresso Tiradentes e reclamou da espera. Ele disse que teve de esperar na fila do Terminal Sacomã por cerca de 15 minutos até que conseguisse entrar no terceiro ônibus. "Se no domingo de manhã está lotado, durante a semana vai ser muito mais complicado."Outra queixa de usuários é a baixa velocidade dos ônibus. Por trafegarem numa pista elevada, os veículos têm um dispositivo que impede que ultrapassem 40 km/h. A limitação é uma medida de segurança para evitar acidentes. Um ônibus comum anda a até 50 km/h. "Achei um pouco lento", disse Kleber Dutra, 27 anos. Paulo Esteves também reclamou da lentidão dos ônibus. "Poderiam ir mais rápidos."Dutra também reclamou das mudanças de itinerário de 29 linhas intermunicipais da região do ABCD. Morador de São Caetano, ele disse que antes pegava um ônibus para chegar ao Terminal Mercado. Agora é obrigado a fazer baldeação no Terminal Sacomã e, de lá, pegar o Expresso Tiradentes. "No Expresso, o conforto é maior, mas perdemos em tempo e praticidade."Erundina Silva de Castro, 48 anos, mora em Osasco e, com a mudança dos itinerários, terá de pegar quatro ônibus para chegar ao trabalho, no Ipiranga, em vez dos três que costumava pegar. "Complicou demais. Antes era bem melhor e mais rápido."

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