Paulistas têm, no mínimo, nível médio

Em 10 anos, 96 municípios de São Paulo que tinham IDHM baixo - e 5 com muito baixo - avançaram; entre melhores, houve disparada

Daniel Trielli,

29 Julho 2013 | 22h48

Em uma década, o Estado de São Paulo eliminou todo seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) ruim. Em 2000, 96 municípios tinham IDHM considerado baixo e cinco, muito baixo. Hoje não há nenhuma cidade nessas duas categorias.

Até Ribeirão Branco, na região de Itapetininga que tem a pior nota entre os 645 municípios paulistas, hoje esbanja uma taxa considerada média, de 0,639. Isso é maior que o índice do Estado de Alagoas (0,631). A cidade também foi a que teve maior aumento no Estado: em dez anos, o IDHM ribeirão-branquense subiu 38,3% (de 0,462 para 0,639), seguindo a tendência de que as cidades com pior condição em 2000 foram as que mais cresceram na última década.

Além disso, o número de cidades paulistas com índice considerado muito alto também disparou. Em 2000, só São Caetano do Sul estava nessa categoria, que inclui todos os IDHs acima de 0,800. Hoje, são 24 municípios, entre eles a capital e outras cidades grandes, como Campinas, no interior, e Santo André e São Bernardo do Campo, assim como São Caetano, no ABC paulista.

No entanto, se o índice geral mostra que o Estado melhorou em uma década, a Educação continua para trás: 39 municípios têm índice baixo nesse quesito e só três (Águas de São Pedro, São Caetano do Sul e Santos) estão ótimas.

Além disso, a melhora registrada em dez anos foi menor que a média brasileira. Enquanto o IDH paulista cresceu 11,5% no período (de 0,702 para 0,783), o do Brasil aumentou 18,8% (de 0,612 para 0,727), puxado pelo ritmo do Norte e do Nordeste. Mesmo com o resto do País alcançando São Paulo, o Estado continua em segundo lugar no ranking, atrás só do Distrito Federal (0,824).

 

Geografia

Em todos os quesitos, as cidades com pior índice se concentram em duas partes do Estado: a área de Itapetininga, no sudoeste paulista, e o Vale do Paraíba. Há 13 anos, esses locais tinham o maior número de IDHs baixos e muito baixos e hoje têm mais cidades com taxa média.

Entre as dez cidades com piores índices paulistas, duas estão no Vale do Paraíba e sete estão na mesorregião de Itapetininga. A que sobrou, no entanto, fica logo ao lado: Barra do Turvo, no litoral sul.

Procurado ontem pelo Estado, o governo estadual não comentou o estudo do PNUD.

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