Paulo Bernardo é o mais cotado para a Casa Civil

Nomeação do titular do Planejamento serviria de treinamento para que ele fique no cargo caso Dilma vença; Miriam Belchior também é cogitada

João Domingos, Ana Paula Scinocca e Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

O nome do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, passou a ser o mais cotado para substituir Erenice Guerra na Casa Civil. A remoção de Bernardo, titular do Ministério do Planejamento desde o primeiro governo de Lula, para a Casa Civil poderia servir de treinamento para que ele seja mantido no cargo caso a petista Dilma Rousseff vença a eleição.

Outro nome cotado para o cargo é o de Miriam Belchior, atual gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas Miriam deixou claro que não quer assumir o posto-tampão. Ela disse ontem que se depender dela fica onde está. "Não acho uma boa (assumir a titularidade da Casa Civil)."

De acordo com auxiliares do presidente Lula e de coordenadores da campanha de Dilma, se Bernardo sair do Planejamento a pasta não sofrerá abalos, visto que é muito afinada com o Palácio do Planalto. Poderá ser ocupada por qualquer um dos principais auxiliares diretos do ministro, como o secretário executivo João Bernardo Bringel.

Ex-deputado e ex-relator da Comissão de Orçamento do Congresso, Bernardo tem a favor de si a facilidade de negociar com deputados e senadores, o que é exigido de quem ocupa a Casa Civil.

Artilharia. Os tucanos têm munição contra Miriam Belchior. Eles colhem informações sobre o envolvimento de Miriam na Prefeitura de Santo André, durante a gestão do petista Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002 - ela foi casada com Daniel, mas, quando o prefeito foi morto, já não estavam mais juntos.

Investigações sobre o assassinato do prefeito resvalaram em um esquema de corrupção na cidade, envolvendo empresas de ônibus, que abasteceriam um caixa 2 para campanhas do PT. Irmão de Celso Daniel, João Francisco chegou a dizer que Miriam sabia do esquema de propina na cidade. Ela depôs no Ministério Público e negou ter conhecimento das irregularidades.

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