Paulo Markun admite que vai deixar comando da TV Cultura

Em carta a colaboradores, ele chama candidatura de Sayad 'inesperada', mas afirma que transição será 'tranquila'

Lucas de Abreu Maia, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2010 | 00h00

O atual presidente da Fundação Padre Anchieta - responsável pela TV Cultura -, Paulo Markun, admitiu ontem que não deve ser reeleito para o cargo. Na semana passada, o secretário da Cultura do Estado de São Paulo, João Sayad, anunciou a candidatura à presidência da instituição. Sua eleição é dada como certa. Em carta entregue ontem aos colaboradores da TV Cultura, Markun chama de "inesperada" a candidatura de Sayad, reconhece a derrota e afirma que a transição será "tranquila".

"Na última terça-feira, 19 de abril, deparei-me com um fato novo: a candidatura do secretário João Sayad ao cargo. Como fora ele quem me convidara para o posto, em nome do governador, respondi a meu interlocutor que nada tinha a opinar sobre a decisão inesperada", escreveu Markun. Ele informou na carta que já havia traçado "um plano de ação para os próximos três anos" e recebera o apoio do ex-governador José Serra para tentar a reeleição.

Oferta recusada. Com a candidatura de Sayad, a presidência do conselho curador da fundação foi oferecida a Markun. "Recusei a oferta de tornar-me presidente do conselho curador e informei que retornaria com alegria ao universo profissional a que sempre pertenci", disse. Ele deverá, contudo, permanecer como apresentador da série Brasil e Portugal, Lá e Cá.

Entre as realizações à frente da Fundação Padre Anchieta, Markun ressaltou a programação infantil, a expansão do portal da Cultura na internet e o incremento de 20% na audiência da rádio Cultura FM entre 2008 e 2010. "Tenho várias razões para estar orgulhoso do que foi feito", escreveu. "Em conversa cordial neste domingo, 25 de abril, ouvi do candidato a presidente João Sayad que não existe, da parte dele, a intenção de transformações radicais na equipe ou grandes mudanças no que está sendo desenvolvido na fundação", explicou.

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