Paulo Renato e Marta batem boca na Bienal do Livro

A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy e o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, bateram boca esta manhã na abertura da Bienal do Livro, no Pavilhão de Exposições Imigrantes, na zona sul. O motivo do desentendimento foram as críticas feitas ontem à noite pelo ministro às chamadas "escolas latinhas", colégios pré-moldados semelhantes a contêineres, feitos durante a gestão do ex-prefeito Celso Pitta (PTN) para minimizar a falta de vagas nas escolas municipais. De acordo com Paulo Renato, essas escolas são desconfortáveis para os alunos, e ele espera que Marta acabe com elas até o ano que vem.A discussão começou na sala VIP da Bienal, onde Paulo Renato concedia entrevista. Ao encontrar o ministro, Marta ficou nervosa. "Adoraria que você tivesse reclamado antes porque foi o Pitta que fez", disse Marta. "Não fui reclamar espontaneamente, uma repórter me perguntou o que eu achava disso e eu fiz um apelo a você, não a critiquei", explicou Paulo Renato.Marta comentou que o ex-prefeito Celso Pitta teria, inclusive, superfaturado as obras dessas escolas. "Isso é um problema da Prefeitura e certamente será apurado e haverá punição dos responsáveis", afirmou o ministro, tentando abafar a discussão.Paulo Renato falou que não tinha conhecimento das tais escolas antes. "Mas o senhor é ministro de Estado e não sabe?", ironizou a prefeita. "Não tenho como saber de todas as 200 mil escolas brasileiras", retrucou ele. Paulo Renato ficou visivelmente nervoso e, quando terminou a discussão, disse, em voz baixa a assessores e convidados próximos: "Mas que coisa viu?"Para piorar a situação, o ministro e a prefeita estão sentados praticamente lado a lado na mesa que preside a abertura da Bienal. Após a discussão, a repórter da Rádio Eldorado perguntou a Paulo Renato se a prefeita teria ficado brava, e ele respondeu que não, porque ela era ?apenas mal educada?.

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