Pazzianotto pede relatório sobre incêndio no TRT

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Almir Pazzianotto, solicitou hoje ao Tribunal Regional do Trabalho do Rio (TRT) um relatório sobre o incêndio que destruiu os últimos quatro andares do prédio onde funcionava o órgão, na última sexta-feira. Pazzianotto visitou o local e pediu calma às pessoas que tinham ações tramitando nas áreas destruídas. "Todos os que têm processos nessas turmas, antes de qualquer atitude extrema de desespero, devem aguardar informações objetivas", disse. Pazzianotto pediu ainda que cópias do relatório sejam encaminhadas ao Tribunal de Contas da União (TCU) e aos Ministérios da Justiça e do Planejamento. O presidente ressaltou que pedirá ajuda ao Palácio do Planalto para que sejam liberados recursos em caráter de urgência para a reforma do prédio e para a instalação provisória da corte em outro prédio público. No incêndio,foram destruídos cerca de 35 mil processos, que já estavam na segunda instância do TRT. O prédio onde estava o TRT era cedido pelo Ministério do Trabalho. O imóvel está interditado desde a semana passada, mas o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) avalia que não existe risco de desabamento. A presidente do TRT, juíza Ana Cossermelli, solicitou que apenas diretores voltem ao trabalho na próxima quinta-feira. Ela informou que convocará juízes de primeira e segunda instâncias para buscar uma orientação sobre como e quando o TRT terá capacidade de voltar a funcionar normalmente. Entre os endereços que foram cogitados para a sede provisória do TRT, estão os prédios do Ministério da Educação e Cultura e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da Avenida Graça Aranha, que estão vazios.

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