PC do B vê complô de petistas no episódio

Em público, o ministro do Esporte, Orlando Silva, em um primeiro momento, atacou o jornal O Estado de S. Paulo, mas depois passou a encarar com naturalidade as reportagens sobre a má administração do principal programa da pasta, o Segundo Tempo. No bastidor, porém, a cúpula inteira do PC do B passa o dia em conjecturas de natureza conspiratória. O ministro e seus correligionários perguntam-se, o tempo todo, quem está tirando proveito político do desgaste provocado pelas reportagens.

Bastidores: Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2011 | 00h00

A cúpula do PC do B avalia que o grupo político do PT liderado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, aproveitou a crise em torno do Segundo Tempo para enfraquecer a legenda. Palocci e o PT estariam incomodados com o namoro dos comunistas com o DEM paulista.

O PC do B diz que o chefe da Casa Civil foi quem vazou para a imprensa que Orlando Silva estaria sendo cobrado pelo Planalto e obrigado a explicar as fraudes na relação entre Organizações Não Governamentais (ONGs) e o ministério para a criação de núcleos de esporte em escolas públicas. Palocci não responde às avaliações e, dentro do Planalto, diz aos interlocutores que, a mando da presidente, só aconselhou Orlando a "arrumar as coisas erradas" do programa.

O presidente do PC do B, Renato Rabelo, relatou às lideranças do partido que estranhou o clima divulgado na imprensa. Disse a colegas que conversou por telefone com Dilma e que, no diálogo, não sentiu nenhuma pressão contra o partido. Para os comunistas, o PT paulista, capitaneado por Palocci, quer enfraquecer o PC do B e usará qualquer denúncia do Esporte para minimizar a importância da legenda no governo.

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