PCC age em todo o país

A atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) não se restringe ao Estado de São Paulo. Segundo informações do setor de inteligência da Polícia Federal, o grupo já está agindo em todo o País, inclusive financiando grandes assaltos a bancos, carros-forte e aeroportos - uma modalidade inplantada pelo PCC no Brasil - além de fugas de presos.Um levantamento feito por policiais federais mostrou que todos os grandes assaltos ocorridos nos últimos três meses tinham integrantes do grupo criminoso que chega, em muitos casos, a deslocar bandidos de São Paulo para outros Estados.A organização também oferece armas, informações e até veículos para serem utilizados na ação a ser desencadeada. Em troca, é cobrado um porcentual de no mínimo 30% do roubo."Quando há um grande assalto hoje no Brasil, pode ter a certeza de que o PCC está por trás", afirma um delegado da PF da área de inteligência que atuou nas investigações do roubo da Caixa Econômica Federal, em Ribeirão Preto, e do avião da Vasp, no Paraná. "O que o Comando Vermelho era há alguns anos, hoje o PCC é muito mais", observa o policial.Segundo a PF, o PCC tem hoje uma grande rede de informações pelo País, inclusive para fazer levantamentos sobre assaltos e dentro dos presídios. Porém, todo o comando está centralizado em São Paulo e não está concentrado em uma só pessoa, mas provavelmente em um grupo.A PF descarta a hipótese de que o Primeiro Comando da Capital seja um grupo paulista e não tenha ligações diretas com o Comando Vermelho, no Rio. Além disso, o objetivo principal do PCC, conforme a PF, é o tráfico de drogas. Mas não há interesse em atuar em grande escala, apenas abastecer favelas e morros, atendendo ao pequeno consumidor. Hoje, segundo policiais federais da área de inteligência, as regiões de maior influência do PCC são Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Brasília, onde um de seus membros - o assaltante Marcelo Borelli - está preso.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.