PCC ameaça empresa de ônibus de SP, diz secretário

O secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, disse hoje que uma empresa de ônibus da zona norte, que participará da reestruturação dos transportes a ser implantada neste final de semana, foi ameaçada por pessoas identificadas como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). "A empresa vai fazer a linha que era operada por uma cooperativa de perueiros e nos disse que recebeu ameaças do PCC, que não gostou da mudança", disse. "Já encaminhamos o caso para a polícia."Ao falar das pressões que vem recebendo com as mudanças, Tatto destacou que o novo modelo começa a funcionar no final de semana, com mudanças nas linhas de ônibus. "O importante é que a população tenha transporte disponível e estamos preparados para enfrentar as resistências", disse. Segundo ele, a Prefeitura já conta com reforço policial para esse início de reestruturação. Com as novas medidas, cerca de 200 linhas vão deixar de funcionar.Tatto disse que se forem confirmadas as denúncias que integrantes Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo recebiam dinheiro dos empresários para fazer greve isso é um caso de polícia. "O que não pode, é a população ficar sem ônibus", disse.Para o secretário de Governo, Rui Falcão, o novo sistema de transporte "vem encontrando resistências dos maus empresários, que nos governos anteriores receberam subsídios vergonhosos e de sindicalistas que ganham dinheiro para fazer greve, o que é um fato inédito no Brasil". Para ele, "a população vai saber reconhecer os avanços."

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