PCC comanda rebelião em Aracaju, afirma secretaria de Justiça do SE

Três agentes penitenciários e 128 familiares são mantidos reféns por 476 presidiários desde domingo

Angela Lacerda, estadão.com.br

16 Abril 2012 | 09h04

RECIFE - O Primeiro Comando da Capital (PCC) comanda a rebelião iniciada no início da tarde de ontem (15), no Complexo Penitenciário Advogado Antonio Jacinto Filho, em Aracaju (SE), de acordo com a assessoria da secretaria estadual de Justiça. Os presos reclamam de maus tratos, querem o fim do isolamento - área para onde vão estupradores - e a mudança da direção do presídio. Eles estão armados com escopetas calibre 12 que conseguiram retirar da sala de armas do presídio.

Todos os 476 presos participam da rebelião. Eles mantêm três agentes penitenciários como reféns e impedem a saída dos 128 familiares de presos - inclusive crianças - que estavam em visita. Um dos reféns quebrou o pé em uma queda e não tem permissão para sair e ser medicado.

Uma comissão, com a participação de representante da Secretaria de Justiça e da Polícia Militar, mantém negociações com os líderes da rebelião.

A secretaria de Justiça assegura que situação está sob controle e não houve nenhuma fuga nem atos de violência. Não faltam comida e água para os rebelados e todos que eles mantêm dentro do presídio. Além de terem acesso à cozinha e despensa, alimentação e água foram entregues pelo governo estadual.

Do lado de fora do presídio se encontram homens do Batalhão de Choque da PM, Grupo de Operações Especiais, grupo de Operações Penitenciárias, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e uma ambulância. Não há previsão para o término das negociações.

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