PCC diz que paga "salário" a agentes

O Primeiro Comando da Capital (PCC) mantém em sua folha de pagamento dezenas de funcionários das penitenciária de São Paulo. A revelação foi feita por seis líderes do PCC ao presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marcos Rolim (PT-RS), na última terça-feira, durante encontro dele com os membros da facção criminosa no presídio do Carandiru.Os líderes do PCC relataram ao deputado que, em troca do pagamento, os funcionários facilitam a entrada de celulares, armas e drogas nos presídios. Rolim não revelou, entretanto, quanto a facção estaria desembolsando. "Só fomos informados de que dezenas de funcionários estão na folha de pagamento do PCC", disse Rolim, ao fazer um relato do encontro que manteve com as lideranças do grupo.A ação do PCC é financiada pelos próprios presos. Cada um dos integrantes do grupo - que são chamados de "irmãos" - contribui com R$ 30,00 por mês para o chamado "Caixa 1" da facção. O dinheiro, segundo relato feito a Rolim, é usado para o pagamento de advogados e a compra de remédios para familiares dos presos necessitados. "Mas há também um caixa 2 que é financiado por ações criminosas como assalto, seqüestro e tráfico de drogas", explica o deputado. Esse caixa custeia ações externas, inclusive resgate de presos".

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