PCC é suspeito de usar rede com 115 postos na Grande SP

A polícia investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro, por meio da compra de postos de gasolina e da venda de gasolina adulterada. Um dos cabeças é um empresário, dono de uma distribuidora de combustível responsável por uma rede de 115 postos na Grande São Paulo. O esquema envolve lavagem de dinheiro do crime organizado, conforme detectado pela polícia na região do ABC, onde o Primeiro Comando da Capital (PCC) é acusado de adquirir, por meio de laranjas, 44 postos de gasolina.Um homem funciona como ligação entre o grupo do ABC e o da capital: Gildásio Siqueira Santos. Ele é suspeito de ser o testa-de-ferro de Wilson Roberto Cubas, o Rabugento. Integrante do PCC, Rabugento é apontado como o homem que capta recursos do tráfico de drogas e dos roubos e entrega para comerciantes investirem em postos de gasolina. Outro integrante do PCC seria o responsável por recolher o dinheiro aplicado na compra de microônibus usados pelas cooperativas de perueiros.O caso dos postos de gasolina de São Paulo está nas mãos dos promotores do Grupo de Atuação Especial e Repressão do Crime Organizado (Gaeco). "Os personagens das duas investigações são os mesmos e nós trocamos informações. A polícia lá (no ABC) investigava o PCC nos postos e eu investigo lavagem de dinheiro", afirmou o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro. No ABC, a apuração se concentrava em pessoas jurídicas e o Gaeco apurava lavagem de dinheiro de um empresário, até que o nome de Gildásio surgiu, ligando os dois casos.Outra parte da investigação levou os policiais até Santos, onde o grupo manteria outros postos de gasolina para a venda de combustível adulterado. Os postos da Baixada Santista estão sendo fiscalizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e muitos já foram fechados.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.