PCC: manifesto insistirá no tom político

O novo manifesto que o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que comanda os presídios paulistas, promete divulgar na próxima quinta-feira deverá insistir no tom político e reafirmar pedidos de abertura de negociação com o governo do Estado. A avaliação é do coordenador da Pastoral Carcerária, Armando Tambelli Júnior, para quem "o novo manifesto terá o objetivo claro de acalmar a massa".Tambelli diz que as rebeliões do final de semana passada provocaram a suspensão das visitas e a paralisação das rotinas judiciais nos presídios. "Há muitos alvarás de soltura para serem cumpridos", afirma. Ele diz que o clima de inquietação ainda é grande nos presídios e "o PCC vai tentar tranqüilizar" os detentos. "O tom iminentemente político que eles adotaram esta semana com certeza será mantido nos próximos manifestos", acredita ele. No último manifesto, divulgado sexta-feira, o PCC chegou a utilizar frase do líder guerrilheiro Ernesto "Che" Guevara e afirmou que as rebeliões eram uma forma de forçar a aplicação da lei. "O Código de Execuções Penais não é cumprido dentro dos presídios brasileiros", dizia o manifesto. A informação de que o PCC divulgará um manifesto na quinta-feira, em São Paulo, foi transmitida ontem, em Ribeirão Preto, pelo advogado Gerônimo Andrade, que defende presos na Capital. Andrade disse que o manifesto será preparado por detentos da Capital, mas não revelou o seu conteúdo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.