PCC mantém casas como base de operação

O Primeiro Comando da Capital (PCC) mantém quatro casas no Estado, que são utilizadas como bases para ações criminosas e como depósitos de armas. O partido também tem dezenas de residências quitadas na Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab), em sua maioria na zona leste utilizadas para "reerguer o irmão". "O partido faz o papel do Estado", disse Joana, ligada ao PCC.Duas casas mantidas pelo PCC ficam em Cidade Tiradentes, zona leste, uma na Vila Joaniza, na zona sul, e outra no município de Franco da Rocha, na região metropolitana. Ao sair da prisão, o ´irmão´ vai para uma das casas. "Se uma ação estiver sendo elaborada, ele vai para a casa", disse um agente penitenciário, que não quis se identificar.A principal "casa de apoio" seria em Franco da Rocha, onde estariam líderes e pessoas ligadas ao comando. A renda dos crimes praticados com apoio nessas bases serve para manter o PCC.Existem também outras residências utilizadas por membros do PCC. Elas ficam na Cohab da zona leste. "Lá o pessoal não comete nem organiza crime para não sujar a barra", disse Joana. "A maioria lá é ligada de alguma forma ao PCC. Toda a Cohab sabe disso."Nessas casa, os membros são recebidos e podem arrumar emprego até serem "convocados" pelo PCC, que estima ter cerca de 2 mil pessoas fora das prisões ligadas à facção.Leia também:PCC mantém casas-abrigo para quem sai da prisãoGoverno pode adotar modelo do Reino UnidoQuase metade dos `faxinas´ pertence ao PCCFacção pressiona autoridades pelo telefone celularUma história violentaAcompanhe a crise do sistema carcerário

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