PCC muda de tática e manda recados para a imprensa

O Primeiro Comando da Capital (PCC) mudou nesta semana sua tática de atuação. Em vez de queimar ônibus e residências, a facção começou a mandar recados para a imprensa e população por meio de pichações em muros e ônibus e também de telefonemas e panfletos enviados aos jornais e polícia.Nos recados, o PCC reclama da "opressão carcerária", pedindo para a imprensa mudar o enfoque da cobertura feita sobre o assunto. Além disso, as frases culpam o governo pela situação atual nas penitenciárias, onde os detentos estariam passando por maus-tratos, abusos e abandono.As mensagens foram veiculadas em São José do Rio Preto, Franca e Jundiaí. Os jornais Bom Dia Rio Preto e Bom Dia Bauru receberam cartolinas e telefonemas com as mesmas mensagens."Antes de julgar o que acontece nos presídios paulistas, procure se informar melhor da verdade. Este governo incompetente e mentiroso é o culpado de tudo o que acontece. E o que temos a dizer sobre as opressões em qual: diversos abusos de poderes, maus tratos, abandono e descaso. Essa é a nossa realidade penitenciária. Queremos um tratamento digno e nosso direitos de excluídos da sociedade mantidos e respeitados. Obrigado. Assinado: População carcerária", diz o texto enviado aos jornais.Praticamente o mesmo texto foi pichado no muro de um estádio de futebol do bairro Eldorado, na zona Norte de São José do Rio Preto, e no muro de uma casa de Franca. Além disso, o texto também estava escrito em panfletos encontrados próximos da 1ª Companhia da PM de São José do Rio Preto.Em Jundiaí, um ônibus foi pichado com as palavras "só queremos o que é nosso por direito" e "os oprimidos contra os opressores".O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

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