PCC prossegue ataques e amplia alvos

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) prossegue seus ataques nesta segunda-feira e amedronta a população do Estado de São Paulo. Apesar da promessa do governador de São Paulo, Cláudio Lembo, de que a situação estava sob controle, os fatos mostram o contrário. Uma série de boatos se espalha por todo o Estado, com o comércio e escolas fechadas na capital e em várias cidades do interior com medo de serem atacadas.Desde sexta-feira à noite, quando começaram os ataques, pelo menos 70 pessoas morreram em cerca de 150 ataques. Mais de 100 pessoas foram presas.Sem ônibusO saldo da madrugada, manhã e início da tarde é de muita violência: 11 bancos atacados na capital e Região Metropolitana, uma estação do metrô metralhada e rebeliões em 46 cadeias, com mais de 200 reféns. Os incêndios a ônibus continuam na capital, o que fez várias empresas cancelarem as viagens. Dos 15 mil ônibus, pelo menos 4 mil ficaram nas garagens. Milhares de pessoas não puderam chegar ao trabalho. Na madrugada, parte da zona leste ficou sem luz por quase uma hora por causa da explosão de um disjuntor da estação transformadora de distribuição de energia elétrica de Vila Talarico. Na Febem da Raposo Tavares, uma rebelião foi logo controlada, mas terminou com ao menos 9 feridos. Os criminosos atacaram até as bases da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).BancosO sindicato dos bancários enviou carta à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) solicitando reforço de efetivo e de ação preventiva à segurança das agências bancárias. Já a Febraban cobrou "firmeza" do governo e garantiu que "as agências bancárias funcionarão normalmente".CelularEm Brasília, a Anatel ainda não se manifestou se poderá ou não baixar uma medida de emergência determinando que as operadoras de telefonia celular bloqueiem os sinais nas penitenciárias.GrampoEm nota, a OAB qualificou de "desvario" e "leviandade" as declarações de Lembo defendendo a escuta telefônica entre advogados e seus clientes presos e prometeu ser "implacável com advogados que comprovadamente estiverem praticando delitos".EconomiaO onda de violência também começa a ter reflexos na economia. Investidores e analistas do mercado estrangeiro acompanham com preocupação os graves distúrbios que estão ocorrendo em São Paulo, mas observam que ainda é cedo para se medir o impacto sobre os ativos financeiros do País.A violência na capital paulista é tema de destaque nas emissoras de televisão internacionais, como CNN, BBC, Sky, e também manchete nos sites da internet dos principais jornais.

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