PCC volta a atacar em São Paulo com três bombas

O Primeiro Comando da Capital, o PPC, facção criminosa que atua nos presídios de São Paulo, voltou a atacar hoje na capital paulista, colocando três bombas em estabelecimentos judiciais. Por volta das 15h, o Grupo de Ações Táticas e Especiais (Gate) da Polícia Militar explodiu um artefato no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste. A segunda bomba, enviada pelo correio, foi detonada pela polícia no Centro de Observações Criminológicas, na zona norte. A outra bomba teria explodido em um outro Fórum criminal, na zona leste. No Fórum da Barra Funda, a bomba, que a princípio se pensava que era de alto poder de destruição, na verdade não teve grande impacto. A bomba foi descoberta dentro de uma caixa que estava no porta-malas de um Escort branco, ano 1984, sem placas. O carro, que está no estacionamento do Fórum, passou um dia inteiro no mesmo lugar sem ser percebido pela grande varredura feita quinta-feira por mais de 50 policiais, quando o líder dos sequestradores de Washington Olivetto prestou depoimento.Segundo o Gate, a bomba estava conectada à bateria do carro e só não explodiu porque houve uma falha na conexão. A perícia encontrou um bilhete no carro dizendo que o atentado é uma resposta às 12 mortes de integrantes do PCC pela polícia, na terça-feira, em Sorocaba.O interrogatório de três investigadores do Denarc marcado para na 18ª Vara Criminal foi adiado em conseqüência da bomba no Fórum da Barra Funda. Deveriam ser interrogados Hélio Carro Barba, Alessandra Ramos da Silva e Guilherme Barbosa Palato acusados de torturas e extorsão contra viciados na Cracolândia, região central da capital conhecida pelo tráfico de crack.

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