PDT decide se manter neutro no 2º turno presidencial

O PDT decidiu nesta segunda-feira, em plenária, se manter neutro no segundo turno das eleições para a Presidência da República este ano. Dos 371 representantes do Diretório Nacional, 177 votaram, com o placar final de 128 a favor da neutralidade e 49 contrários. O presidente do Partido, Carlos Luppi, anunciou que cada diretório estadual terá a liberdade para apoiar qual candidato desejar, desde que não utilize bandeira, sigla ou símbolo do partido. "O partido é independente, e nenhuma das candidaturas representa o pensamento e a causa do PDT", disse Luppi, que, assim como Cristovam Buarque, candidato da legenda derrotado nestas eleições, decidiu "fazer valer o direito do voto até o dia das eleições".Na última quarta-feira, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin, enviaram uma carta ao PDT concordando com as exigências do partido para conceder apoio no segundo turno, que incluía manter os direitos trabalhistas adquiridos, combater a corrupção, não privatizar estatais e promover o desenvolvimento econômico.Em entrevista depois da plenária, Cristovam Buarque se esquivou de responder a jornalistas em quem votaria no segundo turno, mas foi favorável a Geraldo Alckmin (PSDB) em rápida análise sobre as cartas com propostas de governo enviadas pelos candidatos.Propostas"As propostas de Alckmin foram mais claras. Ele afastou, por exemplo, qualquer possibilidade de privatização. Já a (carta) do Lula tratou de generalidades", afirmou ao deixar a sede do PDT no Rio. Tanto Buarque, quanto o presidente nacional do partido, e o secretário geral do PDT, Manoel Dias, não revelarão seu voto, por decisão também tomada na plenária."Alguns representantes alegaram hoje que a neutralidade favoreceria o Lula. Mas eu acho que uma decisão do diretório agora se chocaria com metade do PDT", afirmou. Em sua opinião, entretanto, se a plenária tivesse ocorrido há uma semana, o candidato tucano Geraldo Alckmin poderia ter saído vencedor. "Não sei nem te dizer porquê. Mas havia uma impressão de que isso ocorreria", afirmou aos jornalistas.Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical e do PDT em São Paulo, eleito deputado federal, disse que São Paulo vai apoiar o tucano Geraldo Alckmin no segundo turno.A imprensa não teve acesso à plenária, mas segundo um participante da reunião, o ex-ministro de Lula, o deputado federal Miro Teixeira, defendeu a neutralidade do partido.Este texto foi alterado às 19h59 para acréscimo de informação.

Agencia Estado,

16 de outubro de 2006 | 17h49

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