PDT indica ex-tucano para vice de Mercadante

Escolha do engenheiro e professor universitário Coca Ferraz é fruto de pressão contra montagem de chapa puro-sangue com Suplicy no Estado

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2010 | 00h00

O PT de São Paulo foi obrigado a abortar o plano de uma chapa puro-sangue no Estado para evitar divergências com o PDT e acatou ontem a indicação do ex-tucano e professor universitário Antônio Clóvis Ferraz, o Coca Ferraz, como vice de Aloizio Mercadante.

Outra aresta aparada na última hora foi a definição da suplência de Marta Suplicy (PT), candidata ao Senado, reivindicada pelo PR. Com os pedidos atendidos, os 11 partidos que integram a coligação com o PT - a maior aliança já feita pela sigla no Estado - oficializam hoje, pacificados, a chapa majoritária em convenção estadual. Até a noite de ontem, o nome acertado para a suplência de Marta era o do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR).

Perfil. Coca Ferraz, que já foi adversário político do presidente do PT, Edinho Silva, em Araraquara, é professor da USP-São Carlos e engenheiro especializado em planejamento e operação de sistemas de transporte, área considerada crucial por Mercadante. "É um nome super qualificado e um perfil adequado para a disputa", disse Emídio.

"Para nós era interessante ter um nome do interior. O fato de já ter sido do PSDB mostra que o partido se perdeu e perdeu os valores de Franco Montoro e Mário Covas", afirmou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente do PDT de São Paulo.

A definição do vice gerou polêmicas no PT e no PDT. A proposta petista de indicar o senador Eduardo Suplicy para a vaga irritou os pedetistas. A ideia surgiu a partir da falta de nomes com maior densidade político-eleitoral do PDT no Estado.

Diante de ameaças do PDT, o PT passou a analisar lista de quatro nomes com o partido: Coca Ferraz, o deputado estadual Major Olímpio, o ex-prefeito de São José do Rio Preto Manoel Antunes, e o vice-prefeito de Araçatuba, Carlos Hernandez.

Major Olímpio Gomes chegou a ser anunciado por alguns dirigentes petistas como o vice. Mas, desta vez, foi a resistência do presidente do PDT, Carlos Lupi, que inviabilizou a indicação.

Além da discordância de Lupi, Mercadante temia impactos negativos da adesão do major à chapa, já que o nome era rejeitado por delgados da Polícia Civil.

As negociações prosseguiram até ontem. Ferraz foi "apresentado" em evento que contou com a presença de Mercadante.

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