Peça de Airbus achada pode ser chave em investigação--brigadeiro

A descoberta pelas equipes de resgate do estabilizador vertical do Airbus A 330 da Air France, que fazia o voo AF 447 e caiu no oceano Atlântico, pode ser decisiva nas investigações sobre as causas do acidente, disse nesta segunda-feira o brigadeiro da reserva José Carlos Pereira, ex-presidente da Infraero.

FERNANDO EXMAN, REUTERS

08 de junho de 2009 | 18h44

Pereira analisou as fotografias dos destroços divulgadas pela Aeronáutica e pela Marinha, e disse que as peças devem conter informações valiosas para as investigações.

"Aquilo é importante", afirmou à Reuters o brigadeiro, em referência ao estabilizador vertical.

"O leme do avião é preso àquela peça. Como há a suspeita de que uma das consequências do problema foi a quebra do leme, a descoberta do estabilizador vertical inteiro pode ajudar muito os investigadores. Pode mostrar como rompeu, como o leme se soltou, qual foi a força que atuou e foi capaz de quebrar alguma coisa", acrescentou.

Os fios retirados do mar também podem ajudar nas apurações da causa do acidente, já que o avião reportou automaticamente à Air France ter sofrido uma falha elétrica.

"Vi uma foto de uma cablagem, aquela maçaroca de fios. A forma como aqueles fios foram seccionados e a medição se eles foram submetidos a uma carga elétrica", comentou o ex-presidente da Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros.

Para Pereira, entretanto, as investigações não devem ser concluídas em um curto período de tempo.

"Serão anos de investigação, a não ser que eles (as equipes de busca) descubram logo a caixa-preta. Estou acreditando nos franceses. Eles têm uma tecnologia boa e experiência nisso, e estão mandando um submarino para lá", comentou o brigadeiro.

Autoridades responsáveis pelos trabalhos de busca no Recife têm se negado a dar detalhes sobre os destroços encontrados, mas em vídeo publicado em seu site na Internet, a FAB informa que o estabilizador vertical do Airbus está entre as peças encontradas no oceano.

(Edição de Eduardo Simões e Maria Pia Palermo)

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