Peças pilhadas irritam chineses

Um dos destaques do leilão reacendeu os ânimos entre França e China. Duas esculturas de bronze do século 18, leiloadas por 31,4 milhões, haviam sido saqueadas por tropas britânicas no Palácio de Verão de Pequim, em 1860. Os objetos, uma cabeça de rato e outra de coelho, estavam avaliadas pela Christie?s entre 8 milhões e 10 milhões. Movidos pelo sentimento de patriotismo, um grupo de advogados chineses pediu na Justiça o cancelamento da venda e a devolução das relíquias. Até o governo chinês se manifestou - reforçando a recente inimizade que não para de crescer, apesar dos esforços diplomáticos em contrário. De acordo com o jornal Le Monde, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores comunista, Jiang Yu, ressaltou que leiloar peças pilhadas "fere os sentimentos do povo chinês, ofende os direitos culturais, além de violar as convenções internacionais". Em entrevista à emissora TV5 Monde, a ministra da Cultura, Christine Albanel, insinuou que o governo chinês deveria ter tentado comprar as peças para reavê-las. "Elas (as obras) foram compradas no mercado privado e vendidas em um leilão privado." Já Bergé foi pouco político. "Estou pronto a devolver as peças ao governo chinês", afirmou. "Basta que declarem que vão respeitar os direitos humanos, deem liberdade aos tibetanos e aceitem o Dalai Lama."

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