Pecuarista diz não poder reconhecer seqüestradores

O pecuarista João Bertin, de 82 anos, que ficou 155 dias seqüestrado, disse nesta quinta-feira, em depoimento para a polícia, que não tem condição de reconhecer os bandidos. Ele foi ouvido em sua fazenda em Assis, no interior paulista, pelo delegado Everardo Tanganelli, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), que prendeu, em Curitiba, o chefe dos seqüestradores, Pedro Ciechanovicz.Bertin pensava que não sairia vivo do cativeiro. Os seqüestradores diziam que a família o abandonara. Seqüestrado em 8 de setembro, foi libertado na madrugada de segunda-feira, após a prisão de Pedro. "Mandaram vestir a roupa e avisaram que seria libertado. Pensei que minha família tivesse pago o resgate." O pecuarista disse que jamais esquecerá as vozes de seus carcereiros. "Foram 155 dias de medo e de incerteza."

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