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Pecuarista seqüestrado é libertado após pagar resgate

O empresário Pedro Carlos Brito, de 55 anos, foi libertado neste domingo, após passar 46 dias em cativeiro. Chegou em casa de táxi, por volta das 20 horas, depois de a família ter pago o resgate.Ele havia sido seqüestrado no dia 5 de fevereiro, quando fazia cooper perto de sua casa, no Morumbi, na zona sul de São Paulo. Ele é pecuarista e proprietário de uma empresa de exportação e importação.Havia saído sozinho e sem seguranças na Avenida das Magnólias, por volta das 7h30, para correr pelo bairro, como costumava fazer. Às 8h05, um vigia da rua viu o empresário. Depois, ele desapareceu. Ninguém sabia o que havia acontecido, até que, às 11 horas, um homem telefonou para a família.Disse que havia seqüestrado o empresário e exigiu R$ 800 mil de resgate. Pouco depois, os seqüestradores voltaram a ligar. Disseram que o empresário, no cativeiro, lhes havia oferecido R$ 1 milhão para ser solto e afirmaram que queriam esse dinheiro caso a família desejasse revê-lo com vida.Também exigiram que a polícia e a imprensa fossem deixadas de fora do caso. Os telefonemas foram dados da região do Butantã, na zona oeste. A família avisou a polícia, e a Divisão Anti-Seqüestro (DAS) do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) acompanhou o caso.No dia seguinte, os seqüestradores telefonaram novamente. Um parente do empresário fez uma contraproposta de R$ 22 mil. Os bandidos não aceitaram. A polícia investiga a hipótese de que o grupo não sabia quem estava seqüestrando. Ele teria sido pego por acaso, talvez para um seqüestro relâmpago.Mas não está descartada a possibilidade de se tratar de um grupo de seqüestradores organizados, disse o delegado Wagner Giudice, diretor da DAS. Até as 19 horas desta segunda, ninguém havia sido preso.Nesta segunda, parentes negaram que o empresário tivesse sido seqüestrado. Segundo um primo, ele não alterou sua rotina nos últimos 46 dias. "Ninguém foi seqüestrado", disse. "O pessoal do (programa) Globo Rural também nos procurou para saber sobre isso, mas ele não foi seqüestrado, está aí, trabalhando normalmente."No dia 18, os seqüestradores tentaram receber o resgate. Foram até a Rodovia dos Imigrantes mas, desconfiados, desistiram da operação. Marcaram com a família uma nova data para o pagamento, que ocorreu neste domingo.

Agencia Estado,

24 de março de 2003 | 21h18

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