Pedágio nas Marginais continua em discussão na Câmara

O projeto que prevê a cobrança de pedágio nas Marginais do Tietê e do Pinheiros está sendo discutido neste momento na Câmara de Vereadores de São Paulo. Até às 19h25 desta terça-feira, 26, as lideranças dos partidos não haviam definido se o projeto entraria na Ordem do Dia ou não. Caso não seja votada nesta semana, a proposta só voltará a ser discutida em 2007.Para o vereador José Aníbal (PSDB), a proposta não deverá entrar em votação neste ano. Aníbal afirmou não ser contra o projeto, mas ressalta que a cobrança precisa ser avaliada "com muita atenção". "A proposta requer mais diálogo com a sociedade", argumentou.O líder do PT na Câmara, João Antônio, criticou a proposta e diz que "o Estado e a Prefeitura estão jogando nas costas do contribuinte o ônus de uma obra de eficácia duvidosa". "A cobrança de pedágio não deverá resolver a saturação das Marginais, pois elas são passagem obrigatória para todo o tráfego pesado que deseja acessar as principais rodovias que ligam São Paulo a outras regiões do País", argumentou.João Antonio diz acreditar que somente com a construção de todo o Rodoanel "é que se poderá desobstruir essa principal artéria viária que liga São Paulo a outros centros econômicos".A cobrança de pedágio nas Marginais do Tietê e do Pinheiros deve ser realizada pelo governo do Estado, que instalaria cabines e faria melhorias na capacidade de tráfego, por meio de parcerias público-privadas (PPP). Estudos mostram que podem ser construídas oito novas faixas de tráfego. Quatro de cada lado dos rios, ou duas, dependendo do trecho.Pelo projeto, a iniciativa privada deverá construir as novas faixas nas duas marginais, onde será cobrado o primeiro pedágio urbano de São Paulo. A Prefeitura ficaria autorizada a celebrar convênio de cooperação com o governo do Estado, com fundamento no artigo 241 da Constituição federal. A Dersa, empresa vinculada à Secretaria Estadual dos Transportes, responsável pelas obras e concessão no Rodoanel, deverá comandar o processo.

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