Pedágio sobe para R$ 9,60 na Imigrantes

A partir do dia 18, o pedágio do Sistema Anchieta-Imigrantes vai passar de R$ 6,60 para R$ 9,60 nas duas praças de planalto. Nas outras duas, no litoral, entretanto, o valor será reduzido. O reajuste ocorre um dia depois da inauguração da nova pista da Imigrantes, de 21 quilômetros, que não terá novos pedágios. Na praça de São Vicente, na Rodovia Manuel da Nóbrega, a tarifa de R$ 6,60 vai passar para R$ 2,60, e na do Guarujá, na Rodovia Comendador Domênico Rangare (Piaçagüera), o preço ficará em R$ 4,40. Com essas mudanças, uma viagem de São Paulo ao Guarujá, ida e volta, que saía por R$ 13,20, vai custar R$ 14,00. Já o trajeto entre a capital e São Vicente, que consumia R$ 6,60, custará R$ 9,60. A alteração dos valores foi baseada em estudos do termo Trecho Cobertura de Pedágio (TCP), previsto no contrato da Ecovias, concessionária que administra o sistema, com o governo. Segundo o diretor-presidente da Ecovias, Irineu Meireles, cada um vai pagar de acordo com o trecho percorrido. Por exemplo: quem está no litoral sul e precisa ir para o norte, via Guarujá, deixa de pagar os atuais R$ 13,20 para desembolsar R$ 7,00 (a soma dos dois pedágios localizados no litoral apenas). Caminhões - Com o início da nova tarifa, caminhoneiros seriam talvez os mais atingidos. Mas, de acordo com a Lei do Vale Pedágio, eles não devem pagar a taxa. "Se o embarcador cumprir a lei, quem paga é ele, não o caminhoneiro", acrescenta Meireles. A Ecovias deve assinar, na semana que vem, contrato com a Rede Visa de Cartões de Crédito para ampliar o pagamento do vale-pedágio. "Como é uma rede de bastante acessibilidade no País, nenhum embarcador vai poder dizer que não houve como disponibilizar o vale", diz. Imigrantes - A nova pista deve aumentar a capacidade de tráfego do sistema em 70%, passando dos atuais 8 mil para 14 mil veículos por hora. Os técnicos esclarecem que esse aumento de demanda, porém, não ocorrerá no dia seguinte à abertura da pista. A previsão é que o aumento imediato seja de 10% e, depois, o volume vá crescendo gradativamente, numa variação de 2% a 3% ao ano. O presidente da Ecovias estima que o sistema receba de 1 milhão a 1,2 milhão de veículos entre o Natal e ano-novo.

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