Pedágio urbano pode ir a plebiscito

Projeto de lei prevê consulta popular e cobrança de R$ 4

Jones Rossi, O Estadao de S.Paulo

01 de novembro de 2008 | 00h00

O projeto que institui o pedágio urbano no centro expandido de São Paulo voltou à Câmara Municipal com nova roupagem. De autoria do vereador Carlos Apolinário (DEM), que já havia apresentado o projeto de lei anteriormente, o novo texto tira a decisão das mãos do prefeito e prevê um plebiscito para decidir sobre o pedágio."O (prefeito) Gilberto Kassab falou que é contra, mas se você submete à população é o povo que aprova", disse Apolinário. O plebiscito seria realizado até seis meses depois da aprovação do projeto. Segundo o vereador, daria tempo para a população discutir a proposta e opinar de forma esclarecida. "É como foi feito com o plebiscito sobre o desarmamento. Quero provocar uma discussão ampla. No momento em que a população souber mais sobre o pedágio, ela vai apoiar."Outro ponto que Apolinário afirma ter "esquecido" de colocar no primeiro projeto apresentado é a isenção para perueiros, taxistas e para o transporte escolar. "Eu melhorei o projeto", disse. O pedágio também, se aprovado, seria cobrado apenas uma vez ao dia, não importando quantas vezes o motorista entrasse e saísse do centro expandido. "Eu entrei na internet, estudei esse negócio. É uma tendência mundial."TRANSPORTE COLETIVOCom a cobrança do pedágio, afirma Apolinário, a Prefeitura poderia deixar de cobrar pelo transporte coletivo. Em suas contas, o vereador estima uma arrecadação de R$ 2 bilhões por ano, com o pedágio a R$ 4.De acordo com o vereador, toda novidade suscita críticas, mas ele acredita na aprovação da proposta. "Uma pessoa me mandou um e-mail falando que não votaria mais em mim por causa do projeto. Eu respondi e ela mudou de idéia."

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