Pedestre é agredido por motorista

Em SP, taxista atropela rapaz e se irrita com retrovisor amassado

Luísa Alcalde, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2013 | 00h00

O adestrador de cães Douglas Wallace Fenley, de 32 anos, foi brutalmente espancado, ameaçado de morte e teve uma arma apontada para o rosto por um motorista de táxi que se identificou como policial no sábado, por volta das 18h30. Fenley estava na faixa de pedestres na companhia de um amigo, e ambos iriam atravessar a Avenida Escola Politécnica, na altura do número 2.800. O semáforo estava fechado, mas dois carros avançaram na pista.Fenley voltou para a calçada, mas o braço dele bateu de raspão no retrovisor do táxi, um Santana branco de placas CVT-6795, com película escura nos vidros. O espelho descolou e caiu. Irritado, o motorista desceu do carro com uma pistola nas mãos e deu vários golpes contra o adestrador. Foram socos e tapas no rosto, chutes nas pernas, na barriga e coronhadas na cabeça, segundo Fenley. "Ele gritava: ?Aqui é a polícia. Você está achando que é quem??", lembra. Uma mulher que estaria dentro do táxi, no banco do passageiro, teria gritado: "Solta ele. Larga ele. Você está descontrolado."Ensangüentado e ainda no chão, o adestrador viu o agressor seguir pela pista contrária, com o táxi em baixa velocidade. Fenley já havia ligado do celular para o 190, pedindo ajuda da polícia. "Eu gritei para ele: ?Você está perdido. Olha o que fez comigo", conta Fenley.O adestrador foi socorrido e levado pela PM para o Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP). Fez curativos e passou por uma tomografia para saber se havia lesão interna grave, e exames de raios X para se certificar de que não tivera nenhuma fratura. Constatou-se um ferimento na cabeça, mas ele não ficou internado e passou o Dia dos Pais em casa. Recebeu vários pontos no rosto, próximos dos olhos. A ocorrência foi registrada no 93.º Distrito Policial (Jaguaré). Em seguida, o adestrador fez exame de corpo de delito. Na delegacia, a busca do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) acusou que a placa do Santana do agressor não existe. Hoje, Fenley deve voltar ao DP para dar mais detalhes sobre caso. "Posso reconhecê-lo. Se ele for identificado e for policial, gostaria que respondesse a processo na Corregedoria e seja punido. Se for taxista, que tenha a licença cassada pela Prefeitura, porque é desequilibrado. Não pode sair por aí dirigindo armado e ficar impune", afirmou Fenley. Até o início da noite de ontem, não havia pistas sobre o agressor.

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