Pedetista assume como terceiro prefeito de Campinas em 2 meses

Presidente da Câmara, Pedro Serafim Júnior tomou posse ontem, após Justiça negar recurso de Demétrio Vilagra

TATIANA FÁVARO / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

22 Outubro 2011 | 03h04

O presidente da Câmara de Campinas (SP), Pedro Serafim Júnior (PDT), assumiu ontem a prefeitura da cidade após a Justiça negar o pedido de anulação do afastamento do então prefeito Demétrio Vilagra (PT) aprovado pelo Legislativo na quarta-feira.

A defesa de Vilagra recorreu da decisão do juiz da 1.ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, Mauro Fukumoto, junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Segundo o advogado Hélio Silveira, não há embasamento legal para o pedido de afastamento.

Vilagra ficará afastado por 90 dias, até que a Comissão Processante (CP) instalada no Legislativo termine seu trabalho de apuração de suposto envolvimento do petista em esquema de corrupção na Sanasa, a empresa de saneamento do município.

Serafim Júnior cumpria o quarto mandato consecutivo como vereador, desta vez pelo PDT, do mesmo partido do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio, cassado no fim de agosto por decisão da Câmara campineira. "É preciso lembrar que ocuparei o cargo de forma temporária", afirmou o pedetista. Com a saída de Vilagra, pediram exoneração o chefe de Gabinete, Nilson Lucílio, e o secretário de Comunicação, Otávio Antunes.

O vereador Thiago Ferrari (PTB) assumiu a presidência da Câmara no lugar de Serafim Júnior.

Denúncias. Em dois meses, esta é a segunda vez que o Executivo de Campinas troca de mãos. No dia 20 de agosto, após denúncias de envolvimento do então prefeito Dr. Hélio e de sua mulher, Rosely, secretária chefe de gabinete do marido, num suposto esquema de corrupção na Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa), a Câmara cassou o mandato do prefeito. Demétrio Vilagra, então vice-prefeito, assumiu a prefeitura.

Vilagra já havia conseguido anular um pedido de afastamento quando assumiu a prefeitura em 24 de agosto. Na ocasião, os vereadores aprovaram sua saída e a abertura de uma Comissão Processante. Após recurso, ele conseguiu anular o afastamento e a CP.

A Câmara recorreu e o juiz Fukumoto permitiu o prosseguimento da comissão. O afastamento foi novamente pedido pelo vereador Valdir Terrazan (PDT) e aprovado pelos vereadores na quarta-feira.

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