Pediatra cogita dar alta hospitalar para bebê anencéfalo

A pediatra Márcia Beani Barcellos voltou a cogitar a possibilidade de dar alta hospitalar à Marcela de Jesus Ferreira, o bebê que nasceu em 20 de novembro com anencefalia (sem cérebro), em Patrocínio Paulista, na região de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. "Estou novamente preparando a mãe para isso, mas vai depender da família dela conseguir uma casa perto do hospital", explicou Márcia. Caso dê alta, a pediatra faria visitas diárias, domiciliares. Por medida de segurança, a pequena Marcela não poderia ir para a casa dos pais, num sítio que fica a 18 quilômetros da cidade, pois isso dificultaria um possível atendimento de emergência. "Se a família conseguir o que é necessário, libero a Marcela imediatamente", disse a médica. Em dezembro, Márcia cogitou a possibilidade de alta hospitalar pela primeira vez, mas a descartou após Marcela sofrer uma parada cardíaca. Marcela só saiu uma vez da Santa Casa de Patrocínio Paulista, no segundo dia de vida, para fazer exames mais detalhados em Franca. Em janeiro, a criança teve um quadro de secreção pulmonar, já curado. Preparo A família Ferreira estuda alugar uma casa na cidade. Enquanto isso, a mãe de Marcela, Cacilda Galante Ferreira, que não saiu do hospital desde o nascimento da filha, está sendo preparada para cuidar sozinha da filha. Além de dar banho, trocar roupas e medicar a menina, Cacilda também já sabe manipular o capacete de oxigênio, que auxilia a respiração da filha. Além do aluguel de uma casa na cidade, a família Ferreira teria que alugar tubos de oxigênio. A Santa Casa forneceria o capacete de oxigênio. Marcela já está pesando 2,950 quilos. Ela surpreende até agora e só continua viva porque tem uma pequena parte do encéfalo (cérebro).

Agencia Estado,

07 Fevereiro 2007 | 17h41

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