Pediatra é condenado a 124 anos de prisão por abusar de crianças

O pediatra Eugenio Chipkevitch, acusado de abusar sexualmente de crianças e adolescentes durante consultas em sua clínica, foi condenado hoje a 124 anos de prisão, em regime fechado, e a multa de 150 salários mínimos pelo juiz Marcelo Semer, da 10ª Vara Criminal da Capital. É a maior pena até hoje imposta pela justiça criminal brasileira a um acusado de pedofilia. O juiz negou ao condenado o benefício de apelar em liberdade.Chipkevitch foi condenado por 11 crimes: de atentado violento ao pudor, com presunção de violência - porque algumas das vítimas tinham menos de 14 anos de idade ou estavam dopadas, impossibilitadas de opor resistência -, por corrupção de menores, e por 10 infrações ao artigo 242 do estatuto da Criança e do Adolescente: filmar ou fotografar cenas de sexo explícito ou pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes. O pediatra está na cadeia desde 21 de março do ano passado, quando foram apreendidas em seu consultório, fitas de vídeo com cenas de crianças submetidas a abuso sexual. Atualmente, está no 13º Distrito Policial, na mesma cela do médico Farah Jorge Farah, acusado de matar e esquartejar a amante.Interrogado pelo juiz da 10ª Vara Criminal, na primeira audiência do processo, em 14 de junho do ano passado, ele invocou o direito de se manter em silêncio. Assim agiu, para protestar contra a "falta de privacidade" na prisão em que se encontra, o que prejudicaria sua defesa. A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça alegando estar sendo cerceada em sua atuação, e pedindo o benefício da prisão provisória ao pediatra. Entretanto, no dia 30 de janeiro, o habeas corpus foi negado por unanimidade pelo Tribunal de Justiça.

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