Pediatra não quer passar por avaliação psiquiátrica

O pediatra Eugenio Chipkevitch, acusado de abuso sexual contra pacientes, se recusa a passar pela avaliação psiquiátrica determinada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) de São Paulo.O exame, marcado para o dia 19, faz parte do procedimento administrativo aberto pelo CRM para verificar se o pediatra tem ou não condições físicas e mentais de exercer a profissão.Para os advogados de Chipkevitch, o resultado poderia interferir no processo penal, comprometendo o julgamento. Na nota em que justifica a decisão do cliente de não receber os peritos do CRM na cela que ocupa, no 13º Distrito Policial, o advogado Paulo Sérgio Leite Fernandes afirma que o "doutor Eugenio entende que a relação entre um médico psiquiatra e o paciente deve ser de absoluta confiabilidade. Fato que inexiste no momento".Mesmo sem a realização do exame, o laudo do CRM deve ser apresentado até o fim do mês, com base em provas testemunhais e documentais. Caso os peritos decidam que Chipkevitch não tem enfermidade que prejudique o exercício da medicina, será aberto processo disciplinar, que pode culminar na cassação por quebra da ética profissional.

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